Desde 2023, o governo de São Paulo enfraquece o uso de câmeras corporais na PM. Resultado: aumento de 153% nas mortes por policiais e 120% nos assassinatos de crianças e adolescentes. Entenda como o desmonte da política de controle intensifica a violência.
Desde 2023, o governo do Estado de São Paulo tem desmontado uma das poucas ferramentas eficazes de controle da atividade policial: as câmeras corporais usadas por agentes da Polícia Militar.
O que antes era uma tentativa de frear abusos virou apenas encenação. O corte de verbas, a flexibilização das regras e, principalmente, a nova diretriz que permite ao próprio policial decidir quando a gravação deve ser feita transformaram a vigilância em um teatro.
As mortes cometidas por policiais militares em serviço aumentaram 153% desde as mudanças.
Os assassinatos de crianças e adolescentes pela polícia cresceram 120% no mesmo período.
Esses dados não indicam uma falha operacional. São evidências de um projeto político de segurança pública que escolhe quem deve viver e quem deve morrer. Um modelo que mira nas periferias, nos corpos negros e pobres, enquanto protege privilégios e mantém intacta a violência estrutural do Estado.
Sem a câmera ligada, o gatilho fica solto — e, como sempre, quem morre é o lado de cá.
A política de segurança pública do governo de São Paulo não está apenas falhando em proteger. Ela está deliberadamente reforçando um sistema de extermínio, onde o controle desaparece e a letalidade cresce. A desativação das câmeras corporais não é um detalhe técnico: é uma escolha política com consequências fatais.








