O ato que aconteceu na última quinta-feira, 10/7, criticou o congresso e o centrão que são contrários as pautas populares; manifestantes também puderam votar no plebiscito
Seguindo o movimento popular nacional, Bauru teve um ato em defesa de pautas sociais como o fim da escala 6x1 e a taxação de super-ricos, realizado na última quinta-feira, 10 de julho, em Bauru.
A manifestação que reuniu coletivos populares, sindicatos e militantes aconteceu na frente da Câmara Municipal de Bauru e teve o deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), relator da Reforma Tributária no Congresso Nacional, como um dos principais alvos das críticas, por representar os interesses do centrão e, segundo os organizadores, se colocar contra medidas que beneficiam a classe trabalhadora. Um boneco que simbolizava o parlamentar foi queimado, em proposição do CAL - Coletivo Ação Libertária, com o grito de “morte aos bilionários e seus lacaios”, entoados por integrantes do grupo e manifestantes.
A mobilização foi convocada por diversas organizações, como a Frente Brasil Popular, Povo Sem Medo, CUT Subsede Bauru, Raiz Socialista e outros movimentos sociais da cidade. Os manifestantes denunciaram o avanço de pautas que mantêm privilégios aos mais ricos e precarizam a vida da classe trabalhadora, como a manutenção da escala 6x1, que impõe apenas um dia de descanso semanal para quem trabalha seis dias seguidos.
“Para conquistar esses direitos estar na rua é importante mas mais importante é escolher bem em quem vamos votar nas eleições para que nossas demandas sejam defendidas e não a dos super ricos”
Durante o ato, a população ainda pôde participar de um plebiscito popular com duas perguntas centrais: se é a favor da redução da jornada de trabalho sem redução de salário e do fim da escala 6x1; e se concorda que quem ganha mais de R$ 50 mil mensais pague mais Imposto de Renda para que trabalhadores com salário de até R$ 5 mil sejam isentos. A proposta é mobilizar nacionalmente a sociedade civil em torno de uma Reforma Tributária mais justa e que priorize o povo, não os bilionários.








