Para Alexandre de Moraes, ex-presidente desrespeitou de forma reiterada decisões da Corte ao usar redes sociais e incentivar atos públicos, demonstrando intenção de obstruir a Justiça
Por Andressa Marques
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida foi motivada pelo descumprimento de restrições impostas anteriormente, como a proibição de uso das redes sociais — inclusive por meio de terceiros —, desrespeitadas durante os atos de apoio ao ex-presidente realizados no domingo (3).
Segundo Moraes, Bolsonaro “reiterou sua conduta delitiva” ao produzir e divulgar imagens, além de manter contato com apoiadores por áudio e vídeo, demonstrando “claro intuito de obstrução da Justiça”. O ministro considerou que a insistência no descumprimento das medidas cautelares exige respostas mais duras, como a prisão em regime domiciliar.
A decisão faz parte de um inquérito que investiga o envolvimento de Bolsonaro e seus filhos em articulações com o governo Trump para pressionar instituições brasileiras. O ex-presidente também é réu no processo da tentativa de golpe, cujo julgamento está previsto para setembro.
Vale destacar que no último domingo (03), houveram atos pró-Bolsonaro em todo o Brasil, tendo como principais alvos o ministro Alexandre de Moraes e o presidente LULA. Ainda que Jair Bolsonaro não estivesse fisicamente nos protestos, ele fez uma participação remota por telefone durante o ato no Rio de Janeiro, por meio de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro. O ex-presidente já estava em medida cautelar com tornozeleira eletrônica e proibição de sair de casa aos fins de semana e feriados.
Fontes: Agência Brasil e Reuters








