Evento na Liberdade (SP) reuniu cerca de 800 militantes e lideranças — entre elas Pedro Fuentes, Luciana Genro, Jones Manoel e Sâmia Bomfim — para debater estratégias contra a extrema-direita e alternativas anticapitalistas
Encontro Nacional do MES/PSOL reúne 800 militantes em São Paulo
Na noite da última sexta-feira, 19 de setembro, a Casa de Portugal, na região da Liberdade, em São Paulo, recebeu o Encontro Nacional do Movimento Esquerda Socialista (MES) do PSOL. Cerca de 800 pessoas vindas de 21 estados do Brasil participaram da atividade que começou às 19h, com delegações de diversas correntes e grupos de militância — incluindo Juntos e o Movimento Populista de Luta.
O palco contou com presenças ilustres do campo da esquerda socialista: Pedro Fuentes, fundador do PSOL e referência histórica do MES; a ex-deputada e dirigente Luciana Genro; o educador e comunicador Jones Manoel; a deputada Sâmia Bonfim, entre outros nomes. Os discursos marcaram a noite — com chamadas explícitas à revolução, à reorganização das lutas e à construção de “outras alternativas de futuro para a classe trabalhadora”. Em um dos momentos mais contundentes e emocionantes, Glauber Braga conclamou: “Nós vamos sim derrotar aqueles que querem nos deixar de joelhos”.
Os debates focaram em temas centrais: estratégias para conter a ascensão da extrema-direita, a luta ambiental anticapitalista, reforma agrária e urbana, e a defesa da solidariedade internacional (com menções a Gaza e Palestina). Também foram discutidas propostas organizativas: fortalecer a democracia operária nos sindicatos, ampliar a atuação entre juventude, periferias, povos negros e originários e construir cotidianamente as bases para uma política de expropriação dos grandes apropriadores. Organizações e militantes presentes qualificaram o encontro como a expressão de uma “esquerda radical, combativa e revolucionária”.
Ao final, o encontro deixou encaminhamentos práticos: intensificação da articulação nacional, mobilizações unitárias nas ruas e o compromisso público de transformar as deliberações em ações de base — somando forças entre partidos, coletivos e movimentos sociais. Para os organizadores e participantes, a reunião na Liberdade confirmou a vitalidade da corrente dentro do PSOL e a disposição de disputar o futuro com perspectivas de justiça social e resistência organizada dos trabalhadores.








