Cerca de 300 pessoas participaram do evento gratuito em três dias de exibições ao ar livre financiadas pela Lei Paulo Gustavo
Cerca de 300 pessoas participaram do evento gratuito em três dias de exibições ao ar livre financiadas pela Lei Paulo Gustavo
O Cine Vista Loka transformou a Praça Orlando Lamônica, no Jardim Godoy, em uma sala de cinema a céu aberto nos dias 18, 19 e 20 de julho. Em sua segunda edição — e a primeira com financiamento público — o evento reuniu cerca de 300 pessoas em três noites de projeções gratuitas com filmes que retratam as potências, lutas e afetos das periferias, da população negra e LGBTQIAPN+.
Com pipoca e uma vista de tirar o fôlego, o clima foi de troca, acolhimento e celebração da diversidade. Obras como “Legado Marginal”, “Batalha Nascentes”, “Preto no Branco”, “Pachamama” e “Meu nome é Maalum” brilharam na telona.
“Eu quero sempre poder estar formando os nossos, meninos e meninas que são da periferia, isso é o principal do meu trabalho como cineasta e criador de conteúdo. Sem competir, mas educar uma geração. Foi uma delícia estar aqui, e a vista é louca mesmo”, disse o criador de perspectivas positivas sobre a favela, cineasta e produtor, Valter Rege, que exibiu sua obra “Preto no Branco” e bateu um papo com um dos idealizadores do evento, Igor Fernandes.
Idealizado pelo Instituto Formando Mentes Coletivas (IFMC) e viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo por meio do edital municipal 674/2023, o projeto nasceu de forma independente e agora ganha corpo e reconhecimento. Com uma curadoria pensada para dialogar com o território, o Cine Vista Loka reafirma o cinema como um ato político e uma ferramenta de fortalecimento comunitário nas bordas da cidade.
Muito além da exibição de filmes, o evento propôs uma vivência coletiva de arte e resistência. Produtores como Crystian Barbado, Lisa Silvestre e Noah Duarte também fizeram diálogos importantes com o público.
Ao ocupar o espaço público com histórias que emocionam e provocam, o Cine Vista Loka reforça a importância de descentralizar o acesso à cultura e garantir que todas as vozes possam se ver — e se ouvir — na tela.








