Com forte presença de lideranças nacionais e internacionais, a Marcha contou com a participação do Instituto Formando Mentes Coletivas e show de Luana Hansen; Erika Hilton, Letícia Chagas e Cida Bento também marcaram presença.
Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver
A Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver tomou as ruas de Brasília nesta terça-feira (25), reunindo milhares de mulheres de todo o país e exterior para reafirmar a força histórica e política do Movimento de Mulheres Negras. A mobilização é a 2ª Marcha Nacional agora de caráter internacional convocada quase uma década após a Marcha de 2015, e integra a Articulação dos Movimentos de Mulheres Negras do Brasil e a Marcha Global de Mulheres Negras.
O ato celebrou a resistência ancestral e denunciou as desigualdades que ainda atingem de maneira desproporcional as mulheres negras, reafirmando a luta por justiça racial, reparação histórica e políticas públicas. Cartazes, tambores, faixas e manifestações culturais transformaram a Esplanada dos Ministérios em um grande território de voz, visibilidade e afeto negro.
Entre as instituições presentes, o Instituto Formando Mentes Coletivas (IFMC) marcou presença com um grupo de mulheres que têm se destacado na mobilização e construção política em Bauru e no estado de São Paulo. Representando a instituição, estiveram Kahena Bizzotto, Mari Blackk, Titta, Ana Carolina D'Oxum e Sarah Borges, que se somaram às diversas caravanas do país na construção coletiva da Marcha. O grupo trouxe faixas e intervenções artísticas reafirmando o compromisso com o combate ao racismo, à violência de gênero e à promoção de direitos.
A programação cultural e política foi um dos grandes destaques do dia. A rapper, DJ e ativista Luana Hansen foi headliner do evento, conduzindo uma apresentação marcada por denúncia, potência e celebração da identidade negra. Sua presença reforçou o protagonismo da arte como ferramenta de mobilização e transformação social, Luana foi a criadora da música oficial da 1ª edição da Marcha em 2015. No palco, a artista que já foi homenageada pelo prêmio “Hip Hop o ano todo”, uma co-realização do mandato das Pretas e IFMC, agradeceu ao Instituto.
Figuras centrais da política, da literatura e da pesquisa em relações raciais também participaram da marcha. A deputada federal Erika Hilton, a vereadora e escritora Letícia Chagas e a intelectual Cida Bento referência nas discussões sobre branquitude e desigualdades raciais compuseram o conjunto de lideranças que fortaleceram o ato com discursos e articulações ao longo do dia. Outras ativistas, coletivos e representantes de movimentos de base também se somaram à mobilização, criando um ambiente plural e intergeracional.
A Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver reafirmou o papel histórico das mulheres negras como linha de frente na defesa da democracia, dos direitos humanos e da justiça social no Brasil. Mais do que um ato político, o encontro se consolidou como um marco simbólico da continuidade de uma luta que atravessa séculos uma luta que segue viva, coletiva e inegociável.








