A privatização do DAE em Bauru avança. Entenda os riscos, a polêmica da ETE e a resistência popular em defesa da água como um direito.
A Luta pela Água Pública em Bauru
O processo de privatização dos serviços de água e esgoto tem ganhado força em todo o Estado de São Paulo — e Bauru, infelizmente, não está de fora desse movimento. Com o apoio do governo estadual, a gestão da prefeita Suéllen Rosim já deu os primeiros passos para entregar o saneamento básico da cidade à iniciativa privada.
A população está atenta. A resistência cresce. Mas os sinais são claros: o DAE pode ser o próximo da fila.
Sim, Bauru aderiu ao consórcio. Em declarações públicas, Tarcísio já confirmou a presença da cidade no plano regional de privatização.
E a prefeita Suéllen Rosim está seguindo à risca esse roteiro: o primeiro passo foi a privatização da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). O segundo pode ser o próprio DAE — o Departamento de Água e Esgoto.
Mesmo sob fortes críticas e questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE), a Câmara Municipal aprovou o projeto de privatização da ETE em uma sessão realizada de madrugada, longe dos olhos da população.
O projeto foi levado adiante mesmo com rejeição popular e alertas sobre os riscos. Um alerta claro: o saneamento de Bauru está sendo entregue pouco a pouco.
O processo de privatização da ETE foi marcado por:
Mesmo com esses problemas apontados pelo TCE, a prefeitura insistiu na privatização e não podemos esquecer que o atual marido da prefeita era Presidente do DAE na época. Atualmente, Purini se encontra em outro cargo, ainda vinculado à prefeitura.
Todos os sinais indicam que o próximo alvo da prefeitura é o próprio DAE, responsável pelo abastecimento de água em Bauru.
Com o modelo de privatização já desenhado e o apoio declarado do governo estadual, a gestão Suéllen Rosim dá indícios de que quer transferir todo o serviço para a iniciativa privada.
E com isso, o risco de aumento nas tarifas e redução do controle público é real.
A resistência da população bauruense vem desde 2021, com a atuação firme dos próprios trabalhadores do DAE; Movimentos populares, sindicatos, estudantes e professores, assim como entidades da cidade. A luta contra a privatização da ETE despertou um alerta geral: a defesa da água pública precisa ser intensificada.
Privatizar o saneamento significa muito mais do que mudar a gestão de um serviço:
Água é um direito humano, não uma mercadoria.
É hora de:
Privatizar a ETE foi só o começo — mas a história não está escrita. A luta pela água pública, acessível e gerida com responsabilidade social é coletiva e urgente.
Bauru resiste. A água é nossa. O DAE é do povo!







