Oficinas do Instituto Formando Mentes Coletivas integram programação do projeto Idealizado pela psicóloga Luciana Oliveira, do CRAS Nova Esperança em ações que fortalecem a identidade cultural de famílias na periferia
Nos dias 8 e 9 de setembro, o Instituto Formando Mentes Coletivas realizou oficinas do Hip Hop Cria no projeto “A Pele que Habito”, na Escola Estadual Irma Arminda Sbrissia, no bairro Nova Esperança, em Bauru. Idealizado pela psicóloga Luciana Oliveira, do CRAS da região, o projeto em atividade desde o final de 2024, reuniu crianças e adolescentes em oficinas que uniram arte e letramento racial.
Dentre diversas ações do projeto criado pela psicóloga, uma das mais marcantes trabalhou com máscaras africanas. Segundo Luciana, a atividade foi uma experiência transformadora: “Trabalhar com as crianças e adolescentes utilizando as máscaras africanas e conectando isso à realeza e espiritualidade é uma forma poderosa de promover a cultura e a identidade”.
O resultado foi uma exposição de quadros produzidos pelos estudantes, apresentada tanto em suas respectivas escolas quanto na Biblioteca Municipal de Bauru, ampliando o alcance da iniciativa e fortalecendo a mensagem da luta antirracista na cidade.
Para além das artes visuais, o projeto tem se estruturado em oficinas como as do Hip Hop Cria. “É muito inspirador ver como o Hip Hop Cria está trabalhando as questões raciais de forma contínua e estruturada. O Hip Hop fala diretamente com a realidade dos jovens e pode ser uma ferramenta incrível para abordar temas complexos como o racismo. A conexão que eles fazem com a música e a poesia pode ajudar a construir uma nova percepção sobre a cultura negra e, ao mesmo tempo, desenvolver a autoestima e a autonomia deles. Isso tem o poder de mudar a dinâmica na escola e nas comunidades”, pontuou Luciana, que destaca a atuação do CRAS nos territórios atendidos.
“Essa transformação gradual é fundamental. Queremos que eles se tornem multiplicadores da luta antirracista dentro e fora da escola, e por isso outro ponto fundamental do “A Pele que Habito” é o envolvimento das famílias, ampliando o impacto do projeto e garantindo continuidade na construção de novas percepções sobre a cultura negra”.






